
Olá, apaixonados por relógios!
Você já parou para observar os algarismos romanos no mostrador de um relógio clássico? Se sim, talvez tenha notado um detalhe curioso: enquanto aprendemos que o número quatro em algarismos romanos é representado por “IV”, muitos mostradores — especialmente os mais tradicionais — optam por exibi-lo como “IIII”.
Mas afinal, por que isso acontece? Hoje vamos explorar essa intrigante escolha estética que mistura história, simetria e um toque de tradição relojoeira.
Simetria visual: a razão mais aceita
A explicação mais comum é puramente estética. Ao utilizar “IIII” em vez de “IV”, o mostrador alcança um equilíbrio visual mais harmônico entre os lados esquerdo (VIII, IX, X, XI) e direito do relógio (I, II, III, IIII).

Esse alinhamento em blocos de quatro letras melhora a leitura e traz uma sensação de simetria que agrada aos olhos. É uma escolha que prioriza a estética e a clareza visual.
Um aceno à tradição e à história
Historicamente, o uso do “IIII” antecede os relógios modernos e já aparecia em relógios de torre, moedas romanas e documentos antigos. Até mesmo alguns monumentos romanos utilizavam essa forma. Ou seja, “IIII” não está errado — apenas é uma variação legítima e tradicional.

Na época de Luís XIV, na França, o rei teria ordenado que o número fosse escrito como “IIII” por preferência pessoal, e a prática se popularizou nos relógios de torre e nos mostradores clássicos.
Manufaturas que respeitam a tradição
Muitas marcas de alta relojoaria seguem esse padrão até hoje. Isso porque o “IIII” preserva uma linguagem visual histórica e evoca o charme da relojoaria clássica, especialmente em modelos com mostradores mais formais ou retrô.
Já modelos esportivos ou contemporâneos podem adotar o “IV” para manter-se fiel à forma moderna dos algarismos romanos.

O detalhe que revela cuidado
No fim das contas, tanto “IIII” quanto “IV” estão corretos — e a escolha entre eles diz mais sobre a filosofia estética da marca do que sobre uma regra universal. É mais um daqueles pequenos detalhes que mostram o quanto a relojoaria é uma arte feita com sensibilidade, história e intenção.
Então, na próxima vez que olhar para o número 4 no seu mostrador, lembre-se: ali há mais do que um numeral — há uma tradição sendo contada com elegância.
Até a próxima leitura,
Equipe Watch Time – Paixão Por Relógios!


